28 julho 2006

Preços médios de venda de combustíveis nos USA



A Energy Information Admnistration (EIA) dispõe de uma página interessante sobre os preços médios de venda ao público de gasolina e gasóleo mineral nos USA. É sempre interessante, nos dias que correm, analisar os preços e os gráficos na sua página disponibilizada. A página é esta.

Para o dia 24 de Julho as cotações médias nos USA rondam os 3,003 dólares por galão na gasolina e os 2,946 dólares por galão do gasóleo. E revela fortes subidas nos preços, nos últimos 12 meses. Cerca de 25% para a gasolina e 20% para o gasóleo. Mas como poderão ver pelo gráficos, disponibilizados pela EIA, os preços estabilizaram nas últimas 16 semanas, revelando um dado preocupante. Estes preços estão bastante ligados às cotações do crude e as cotações do petróleo têm estabilizado na casa dos 70 dólares por barril, apesar da natural volatilidade. Mas esta estabilidade de preços é preocupante. Tanto podem ser um sinal de inversão da tendência do crescimento dos preços do crude do petróleo, como podem indiciar um novo movimento brusco dos preços para cima. Tudo indica que estabilidade dos preços e a relativa queda na sua volatilidade são sinais fortes de que as cotações deverão subir, pois face aos máximos históricos, o preço actual do petróleo pouco caiu. O que normalmente indica uma espécie de retemperar forças para novas escaladas das cotações. Se assim for, tudo o indica, o preço do crude pode ainda atingir os 90 dólares por barril este ano. Ou até mesmo os 100 dólares, caso o conflito no Médio-Oriente, entre Israel e as forças terroristas do Hizbollah se propague a mais países da região, em especial aos produtores de crude. E até neste cenário, pouco provável de escalada do conflito, 100 dólares é um preço que fácilmente pode ser ultrapassado.

Estejam atentos ao preço do crude e da gasolina/gasóleo nos USA. Estas cotações poderão gerar uma aceleração da introdução de energias alternativas ao crude de petróleo. Como o etanol e o biodiesel, por exemplo. E esta introdução mais rápida deverá gerar uma transformação eocnómica bem mais importante que a massificação da internet. A ver vamos.


Abrandamento económico, pressões inflacionistas em alta, fortes subidas dos mercados accionistas

Esta semana deverá ser uma das melhores semanas do ano para os mercados accionistas europeus e americanos. Após as fortes correcções, devido aos maiores receios de um aperto das condições monetárias nos USA e na Europa, os mercados accionistas recuperaram parte das perdas e ressuscitaram o ânimo dos investidores. Mas terão muitas razões para sorrir no futuro?

É sabido que os mercados tentam antecipar os cenários futuros, daí que as notícias previstas costumam ser velhas notícias. Os mercados incorporaram subidas nas taxas de juro e um arrefecimento económico, mas foram agradavelmente surpreendidos com os resultados apresentados pelas principais empresas. Ou seja, apesar da subida dos custos do dinheiro e do seu financiamento, as empresas conseguiram absorver esse aumento dos custos, com aumentos de eficiência operacional, controlo de custos e maiores vendas. Apesar de um nítido abrandamento económico na economia americana. Poderemos quase dizer que as empresas aguentaram bem o choque de um abrandamento económico americano, subidas nas taxas de juro e até fortes aumentos de preços das matérias-primas. E os resultados foram bons. Excelentes razões para sorrir têm os investidores.

Todavia há sempre algo que ensombra os investidores. E quanto menos sombras no horizonte, pior para os investidores. Logo, numa óptica de funcionamento dos mercados, estes preços actuais das acções mais as actuais sombras sobre o mercado, tudo indica que vale a pena comprar alguns títulos aos actuais preços.

Quais são as sombras no horizonte? As principais sombras são o forte arrefecimento económico americano, que se pode transformar numa recessão a curto-prazo; as pressões inflacionistas que assustam os vários bancos centrais, que os têm levado a apertar as condições monetárias, leia-se, subidas nas taxas de juro. Segundo a BusinessWeek, os deflatores da Reserva Federal subiram bastante, do primeiro para o segundo trimestre. De 2,1% para 2,9%, o valor mais alto dos últimos 12 anos. E estes dados foram colectados antes da recente subida dos preços do crude e não têm em conta as subidas dos preços da gasolina nos USA, que agora estão a ser cobrados na casa dos 3 dólares por galão.

An inflation gauge closely watched by the Federal Reserve showed that core prices - excluding food and energy - jumped at a 2,9% annual rate in the second quarter - far outside the Fed's comfort zone. That was up from 2,1% growth rate in the first quarter and marked the highest inflation reading since the third quarter of 1994, when core inflation close at a 3,2% pace.

Mais à frente, o artigo informa-nos também:


In a separate report from the Labor Department, employer's costs and retain workers picked up in second quarter, a development that raise some inflation concerns.


Todo o artigo aqui.

Ora, as preocupações com as pressões inflacionistas devem ser levadas a sério, pois além dos preços já estarem a subir acima do valor que a Reserva Federal considera salutar, 2%, também os custos salariais estão a subir, à medida que o desemprego cai e apertam as dificuldades das empresas em reterem e/ou contratarem mão-de-obra, em especial a qualificada. Todavia, o mercado accionista parece acreditar que o fim da bolha especulativa no sector imobiliário poderá relaxar parte das actuais pressões inflacionistas e até libertar recursos humanos que podem ser usados noutros sectores económicos.

Seja como for, as pressões inflacionistas estão demasiado altas para os padrões desejados pelo novo Presidente da Reserva Federal, Bernanke, mas os resultados das empresas têm mostrado que estas têm conseguido absorver estes custos e melhorar os seus resultados. Por isso o mercado não teme tanto as actuais pressões inflacionistas. E pensam que continuará a actual tendência mesmo que a Reserva Federal volte a subir as suas taxas de juro de referência em 25 pontos-base. E mesmo assim, o mercado, pouco parece afectado pelas ameaças que pairam sobre o consumo americano, que foi afectado pela recente subida nos custos da gasolina e das taxas de juro. O mercado acredita que esta queda eventual no consumo poderá ser colmatada com uma procura maior gerada pela criação de empregos.

Até agora o mercado tem tido razão. Os resultados das empresas têm sido bons e melhores deverão ser no futuro, até pelas cada vez maiores actividades das empresas cotadas nos mercados asiáticos, em especial na China, que poderá contrabalançar um eventual forte arrefecimento da economia americana. E, em breve, os lucros obtidos com as actividades nesta zona do mundo, em particular na China, podem alegrar ainda mais os investidores. A menos que a economia chinesa sobreaqueça e exporte muito mais inflação e ponha em perigo, ainda mais, a estabilidade dos preços nos USA e na Europa. Todavia, até agora, as empresas têm conseguido excelentes resultados.

Por isso os mercados saudaram com especial realce a queda na taxa de crescimento da economia americana, os bons resultados apresentados e acreditam que a economia mundial continuará a crescer saudavelmente, mas talvez com menos pressões inflacionistas. Aliás, é curioso como as cotações do crude cairam logo, quando se conheceu o forte arrefecimento da economia americana. Embora aqui, parece, o efeito deverá ser temporário, pois existem fortes suspeitas que a China está a criar as suas reservas estratégicas de crude, com tudo o que isso implica em termos de aumento da procura de petróleo. Estima-se que só em 2005 a China foi responsável por uma subida no consumo em 400 mil barris por dia. E em 2006 este consumo, em vez de abrandar, parece estar a acelerar. O que poderá contrabalançar uma eventual queda no consumo de gasolina nos USA.

Para já, os mercados sobem e saudam os recentes dados económicos. Para ajudar à psicologia dos investidores, existem núvens nos horizontes para temperar os apetites dos maus investidores e das massas populares e traders, conjungando assim alguns factores para os mercados festejarem, com a maior subida semanal do ano. O que indicia que o final do ano poderá ser ainda melhor. Isto se as núvens não se transformarem numa forte tempestade. E o caso neo-zelandês está aí para nos lembrar que é preciso que a inflação caia, senão...

A ver vamos.

O Japão caminha para o seu maior período de expansão económica, desde o fim da IIª GM, e já conseguiu sair da perigosa armadilha da deflação

Pelo oitavo mês consecutivo, a inflação homóloga foi positiva, com um crescimento dos preços, face ao ano anterior, de 0,6%, em Junho.

Notícia da Bloomberg.

O que demonstra que a economia japonesa está a crescer de um modo sólido e permitiu ao próprio Banco Central iniciar um novo ciclo de subidas nas suas taxas de juro, mostrando que a crise deflacionista está para trás. Boas notícias para o Japão, mas podem vir a ser péssimas notícias para o mundo, em especial para o dólar americano. Porque o fortalecimento da procura interna japonesa, associada à subida do yene e à forte subida nos preços nas matérias-primas, em especial as energéticas, podem fazer com que os famosos superávites comerciais japoneses estejam perto do fim. O que poderia fazer com que os capitais japoneses, fortemente investidos no dólar americano, retornem à sua casa-mãe, para financiar a própria dívida japonesa. É de destacar que o Japão tem o seu Estado mais endividado do mundo, entre as principais economias mundiais. Se isso vier a suceder e a China apostar mais fortemente no seu consumo interno e valorizar a sua moeda, o dólar americano pode vir a conhecer um endurecimento da sua política monetária, com profundos reflexos no resto do mundo. Incluindo a Europa e, claro está, Portugal, que também está fortemente endividado.

A taxa de desemprego em Espanha bate um recorde histórico na baixa

Boas notícias para Espanha. No segundo trimestre a taxa de desemprego em Espanha caiu para os 8,5%, com a criação de 293 000 novos postos de trabalho, embora a população activa também tenha crescido e o crescimento liquido de emprego foi de uns excelentes 98 800 empregos.

Noticia do ElMundo.

Pena que em Espanha se viva uma bolha imobiliária, que ameaça estoirar, à medida que as taxas de juro do euro continuem a subir. E, por outro lado, pouco tem sido feito para controlar a forte inflação espanhola, na casa dos 4% (essa até é a previsão para o mês de Julho), que vem retirando poder de compra aos trabalhadores espanhois, há vários trimestres. Mais concretamente desde que tomou posse o actual governo socialista, que de um modo populista aumentou logo o salário mínimo em 6%, mas que desencadeou um processo inflacionista, que deste então tem feito cair o poder de compra dos espanhois. A ilusão monetária é um cancro que importa combater, mas que o actual governo pouco tem feito para proteger o poder de compra da sua população.

Crescimento da massa monetária na Zona €uro abranda em Junho

Segundo o BCE, o crescimento da massa monetária (m3) em Junho abrandou para os 8,5%, contra os 8,8% em Maio. Mostrando que poderemos estar sob uma inversão do trend de crescimento que se assistia há alguns meses atrás.

Press release do ECB.

Se nos próximos dois meses se confirmarem que o crescimento da m3 e do crescimento do crédito desacelerou, podemos assistir a um abrandamento das pressões inflacionistas e, por sua vez, no custo do dinheiro. Leia-se, taxas de juro. Para Portugal, país fortemente endividado e sob um péssimo crescimento económico, face ao actual ciclo, esta poderá ser uma boa notícia. Mas é necessário que a inflação europeia baixe para a casa dos 2%, dos actuais 2,5%, para que o BCE evite novas subidas nas taxas de juro, a acrescentar à prevísivel subida de 25 pontos em Agosto. O futuro o dirá.

Crescimento económico dos USA abranda significativamente

A economia dos USA cresceu 2,5% no segundo trimestre de 2006. Notícia aqui.

Este crescimento económico foi mais baixo do que a generalidade dos economistas previam e suscita muitas dúvidas sobre o futuro andamento da principal economia mundial. Outra preocupação que suscita, estes dados divulgados, prende-se com o facto das subidas nas taxas de juro do dólar não terem controlado a inflação como se esperava e as pressões inflacionistas continuarem bem presentes, apesar da inflação subjacente americana não ter disparado. Mas as subidas nas taxas de juro já abrandaram significativamente o consumo privado, o próprio crescimento do investimento empresarial embora as exportações americanas mostrem sinais de força muito importantes para dirimir os actuais desiquilibros da balança comercial americana.

A preocupação central, agora, será saber até que ponto não estamos perante um mero abrandamento económico mas uma aterragem brusca ou até a forte possibilidade da economia americana entrar em recessão. Embora dados divulgados ontem mostrem que a economia americana deverá estar a continuar a crescer, o momentum agora é de queda no crescimento económico americano. E tal como na Nova Zelândia, onde as subidas nas taxas de juro tiveram efeitos negativos sobre o crescimento, mas a inflação parece estar descontrolada. Poderá acontecer o mesmo nos USA?

27 julho 2006

Interessante reflexão de William Pesek Jr.

Este artigo chama-nos à atenção para o problema da inflação, que mesmo com fortes subidas nas taxas de juro, quer na Nova Zelândia, quer na Austrália, as pressões inflacionistas não abrandam.

Leiam aqui.

Aliás, o caso mais gravíssimo, mas pouco focado, foi o da Islândia, onde o Banco Central quase provocou um colapso na sua economia para tentar controlar a inflação e até a Balança de Transacções Correntes, em crónicos déficites. Tal como Portugal.

O caso português até é mais grave. Não vivendo sob fortes pressões inflacionistas, bem pelo contrário, talvez a própria credibilidade da moeda única, da Zona €uro e até do BCE, sofram abalos com o que poderá vir a suceder. Que é um país enfrentar uma política monetária dura, para controlar a inflação nas principais economias europeias, como a Alemanha e a França, mas com profundos reflexos num país endividado como Portugal.

Mais tarde voltarei ao tema. Mas esta opinião merece ser lida com atenção, pois parece que os preços das mercadorias deverão continuar a pressionar a inflação. Que, apesar de tudo, por exemplo, nos USA, a inflação subjacente, a que exclui produtos agrícolas e energéticos, está relativamente baixa: 2,4%, em termos anuais. Mas à medida que o mercado de trabalho continue a criar empregos, será díficil que a inflação subjacente continue "calma" como está agora. Daí a importância de meditarmos no caso australiano e neo-zelandês.

As autoridades chinesas em dificuldades

A BBC online noticia as grandes preocupações das autoridades chinesas para o estado da sua economia. Talvez a viver um sobreaquecimento indesejável.

China's premier has called for urgent steps to prevent economic overheating, expressing concerns that runaway growth could precipitate a crisis.

The news comes after China's economy grew 10.9% in the first half of 2006, as against the same period in 2005.

"We must take forceful measures to resolve prominent problems to prevent the economy's rapid growth from turning into overheating," said Wen Jiabao.

He said officials must "resolutely control" a surging investment boom.

Aqui na BBC.

Estas preocupações estão a levantar sérias dúvidas às autoridades chinesas sobre como prevenir um eventual sobreaquecimento da sua economia e fazer disparar a inflação e depois provocar uma forte crise económica ou mesmo recessão. As exportações chinesas continuam a assumir-se como das principais responsáveis pelo explosivo crescimento económico, mas também o seu consumo interno está a começar a sustentar este vigoroso crescimento económico, à medida que os elevados ganhos de poder de compra das suas populações começam a criar uma economia de mercado de massas. A ascensão da classe média é um dos factores para a explosão do consumo privado. Daí que as autoridades chinesas se dividam nos remédios para tratar a doença.

Mas não restam dúvidas que alguma coisa tem que mudar na política económica e monetária chinesa, pois os riscos de um sobreaquecimento são cada vez maiores, em especial à medida que o tempo passa e estejamos próximos dos Jogos Olímpicos de Verão, em Pequim, em 2008. Daí, o mais certo, é que a China deverá experimentar um mix de políticas, mas de forma que não mate a criação de um forte mercado interno e torne a economia chinesa menos dependente das suas exportações rumo ao ocidente. É previsivel que a liberalização comercial iniciada seja mais aprofundada, tornando possível maior flexibilidade cambial para o Yhuan, moeda chinesa. Além desta maior liberdade cambial, também a China dá mostras de estar a tentar com que a sua moeda se valorize, mas de um modo suave e sustentado, de molde a equilibrar a sua balança comercial, fortemente excedentária.

Também as recentes alterações nas reservas dos bancos comerciais, de molde a evitar um surto exponencial no crédito, em especial ao crédito ao investimento, são uma arma importante das autoridades monetárias chinesas. Mas não deverão produzir efeitos alguns se a acumulação de capitais continuar, com os actuais grandes excendentes comerciais a criar uma montanha de capitais acumulados.

Outra arma tem sido o aumento das taxas de juro de referência. Mas deverá ser uma medida menos utilizada, pois as autoridades chinesas pretendem criar um mercado interno forte e pretendem que a população tenha acesso a um nível de vida superior, para evitar crises económicas e políticas. E possíveis convulsões sociais que levem ao derrube do regime.

Todavia o mais certo será a utilização da política cambial como a grande arma que poderá manter a economia forte mas não sobrequecida. Desta forma, além de um aumento de poder de compra contra as principais moedas internacionais, em especial as majors, também a China elimina receios dos países ocidentais, fortemente embaraçados pelos seus déficites comerciais com a China.

E esta política cambial, para além de um forte estímulo ao consumo privado, já está a ter efeitos na economia mundial, em especial nos principais parceiros comerciais da China, com elevados déficites comerciais. As exportações americanas para a China, em 2005, cresceram 25%, mas em 2006 estão a crescer 35%. O que denota que o ocidente começa a ter razões para sorrir. Para além de uma moeda chinesa mais forte, também o mercado chinês começa a ter poder de compra para adquirir produtos ocidentais, sendo que as principais marcas de consumo ocidentais são as mais desejadas pela nova classe média chinesa.

Se a tendência continuar é expectável que a economias americana e europeia devam conseguir, através das exportações para a China, fazer face a um eventual abrandamento da procura dos consumidores, que perdem poder de compra com as subidas das taxas de juro e o encarecimento das matérias-primas, em especial as energéticas, como o petróleo.

A ver vamos. Entretanto a notícia da forte subida nas exportações americanas rumo à China:

US sees China to become 3rd-largest export market

China is set to overtake Japan this year as America's third-largest export market, an American trade official said Wednesday.

US exports to China grew 36.5 percent in the first five months of the year over the same period in 2005, Under Secretary for International Trade Franklin L. Lavin told reporters during a visit to China's business hub of Shanghai.

"My prediction is, by the end of this year, China will be the United States' third largest export market, surpassing Japan, if this trend continues," Lavin said.

America's top export market is Canada, with Mexico second. China is currently in fourth place, taking in US$41 billion of US exports last year, up 25 percent from 2004.

Lavin said export growth encompassed "everything from soybeans to Boeing," the US aircraft maker, and that continued strong economic growth in China should sustain the trend.

"As the Chinese market improves and continues to open I think we'll see these high rates of growth," he said.


Notícia do Chinadaily.

Taxa de desemprego em França cai para os 9%

Boas notícias para a França mas mesmo assim a criação liquida de empregos foi mais baixa do que o expectável, face ao dinamismo do seu comércio externo e da sua própria procura interna. Em especial o consumo privado, talvez influenciado pela boa prestação francesa no Mundial da Alemanha.

A taxa de desemprego em frança caiu para os 9% em Junho e foram criados 26 500 empregos, segundo noticia Leseschos.

A seguinte figura, do Lesechos mostra a evolução da taxa de desemprego francesa nos últimos anos, mostrando um novo ciclo de queda na sua taxa de desemprego, em consonância com a maioria dos países da europa.



Mais sobre o assunto aqui.

26 julho 2006

Portugal exporta mais 27,4% para Espanha e conquista quotas de mercado

O Ministerio de Industria, Turismo y Comercio espanhol divulgou os dados relativos ao seu comércio externo de Janeiro a Maio, que mostram um bom dinamismo, uma queda na taxa de crescimento do seu déficit comercial e, muito importante para Portugal, uma subida das exportações portuguesas para Espanha em cerca de 27,4%. Contra apenas uma subida de 1,6% nas exportações espanholas para Portugal.

De Janeiro a Maio, inclusivé, Espanha importou mais 15,2% que em 2005 e exportou mais 13,1%. Se se confirmarem estes dados preliminares, Portugal com um crescimento de 27,4% nas suas exportações para o mercado espanhol, mostra importantes ganhos nas suas quotas de mercado no seu país vizinho. O saldo comercial entre Portugal e Espanha continua a mostar saldo negativo para Portugal, de 2 342,5 milhões de euros. Mas uma melhoria bastante importante. Esperemos que os dados se confirmem e que as estatísticas portuguesas mostrem o mesmo tipo de bons resultados positivos para Portugal.

Mais sobre o assunto aqui.

A Suécia continua a mostrar dinamismo no seu comércio externo

Foram publicadas as estatísticas do comércio externo suecas. As exportações em Junho de 2006 cresceram 8,01% comparativamente com o ano de 2005, ao passo que as importações cresceram 12,72%. Mesmo apesar do crescimento maior das importações, o saldo comercial sueco obteve o terceiro maior saldo postivo dos últimos anos, com um superávite de 17 mil milhões de coroas suecas. O ritmo de crescimento do comércio externo da Suécia no primeiro semestre continua a mostrar uma economia muito dinâmica. As exportações cresceram 14%, assim como as suas importações.

É previsível que a economia sueca continue com um forte ritmo de crescimento, simultaneamente uma inflação controlada, apenas 1,5% e uma taxa de desemprego mais baixa que em Portugal. Apenas 4,8%.

Mais sobre o assunto aqui.

As portas abriram-se...


Todas as portas têm pelo menos duas passagens. Uma para si e outra para outrém.